6 de janeiro de 2026 | Tilápia-azul
Gratuita: 15 vagas — 13 de janeiro de 2026, 14h—18h, no Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antonio Barreto (Praça General Valadão, n. 134, Aracaju)
Inscrições
https://forms.gle/UKhYG8vG2HxiJitU8
O artista visual Kauam Pereira parte da ideia de escultura expandida para iniciar uma excursão pelo trabalho de dois artistas sergipanos, Véio (1947) e Zé Carlos Garcia (1973), repensando o lugar de cada um na paisagem da arte contemporânea brasileira. Com suporte do trabalho crítico de Rosalind Krauss, Kauam aborda a crise da escultura, da modernidade até o contemporâneo, e, assim, põe em perspectiva o processo de criação tanto de Véio quanto de Zé Garcia, que se articulam em cenários e com materiais distintos. Ao longo do encontro, os participantes têm acesso a um panorama das obras, sobretudo às peças catalisadoras de cada trajetória, a fim de encontrar o que há de comum entre um artista e outro.
Biografia
Kauam Pereira é natural de Alagoinhas, na Bahia, e residente de Aracaju, em Sergipe. Artista visual, frequentou a Escola de Belas Artes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA, 2011), participou de cursos livres de gravura no Museu de Arte Moderna da Bahia e explora espaços independentes de formação em arte. Em sua prática, reorganiza elementos do cotidiano por meio de desenho, pintura e escultura, mobilizando gestos como apropriação e observação. Participa regularmente de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.
Referências
Texto teórico
KRAUSS, Rosalind. A escultura no campo ampliado. In: FERREIRA, Glória; COTRIM, Cecília (orgs.). Escritos de artistas: anos 60/70. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
Sobre os artistas
MASP. Véio: a imaginação da matéria. São Paulo: MASP, 2021.
GALERIA NARA ROESLER. Zé Carlos Garcia – Catálogo de obras 2018–2023.
ITAÚ CULTURAL. Enciclopédia de Arte e Cultura Brasileira: Véio e Zé Carlos Garcia
(acervo digital).
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Sobre o programa
O Programa Tilápia-azul de Crítica de Arte é um projeto de caráter duplo. Isto é, dedica-se tanto à formação quanto à intervenção no campo das artes visuais de Aracaju, em Sergipe. Cada um dos dois eixos possui um nome: respectivamente, “Vontade de dizer” e “Movimento de delimitação”, que são expressões extraídas de Razões da crítica, livro de Luiz Camillo Osorio — um dos guias do programa. As ações contemplam a produção de ensaios, oficinas e pesquisas, a fim de estabelecer um panorama sobre a produção artística contemporânea da cidade. Na primeira ação pública, um par de artistas, Davi Cavalcante e Kauam Pereira, transforma as pesquisas pessoais em oficinas, criando um lugar para o debate público: ora sobre a curadoria, ora sobre a escultura.
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O Programa Tilápia-azul de Crítica de Arte foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc e tem apoio do Sistema Nacional de Cultura, do Governo do Estado de Sergipe e da Prefeitura Municipal de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura — Governo Federal.
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(Imagem de capa: Kauam Pereira, por Adriano Machado.)